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{"id":10197,"date":"2017-01-09T00:00:00","date_gmt":"2017-01-09T02:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.blbbrasil.com.br\/blog\/contabilidade-internacional\/"},"modified":"2024-10-25T16:05:40","modified_gmt":"2024-10-25T19:05:40","slug":"contabilidade-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.blbescoladenegocios.com.br\/blog\/contabilidade-internacional\/","title":{"rendered":"Contabilidade internacional: entenda mais sobre isso"},"content":{"rendered":"

Para as empresas de grande porte\u00a0e sociedades an\u00f4nimas, a utiliza\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es da contabilidade internacional \u00e9 uma discuss\u00e3o antiga, cuja obrigatoriedade fica clara na\u00a0Lei 11.638<\/strong><\/a>, de 2007.<\/p>\n

Depois disso, em 2009, a\u00a0Resolu\u00e7\u00e3o 1.255 do Conselho Federal de Contabilidade\u00a0<\/strong><\/a>estendeu a obrigatoriedade \u00e0s\u00a0pequenas e m\u00e9dias empresas<\/strong><\/a>. Um dos intuitos do \u00f3rg\u00e3o foi o de estabelecer processos e linguagem cont\u00e1bil \u00fanicos. <\/strong>Por meio desses padr\u00f5es, a transpar\u00eancia e a confiabilidade das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis s\u00e3o maximizadas.<\/p>\n

Saiba agora o que s\u00e3o as normas internacionais, quais s\u00e3o seus objetivos, como surgiram e quais benef\u00edcios trazem \u00e0s empresas.<\/p>\n

O que s\u00e3o as normas da\u00a0contabilidade internacional?<\/strong><\/h2>\n

As International Financial Reporting Standard (IFRS) \u2014 Normas Internacionais de Relat\u00f3rios Financeiros \u2014 s\u00e3o pronunciamentos emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), o Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade.<\/p>\n

Esse conjunto de regras serve para que as demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis de\u00a0empresas e \u00f3rg\u00e3os governamentais de diversos pa\u00edses utilizem a mesma linguagem cont\u00e1bil<\/strong>. Al\u00e9m disso, elas fazem com que essas demonstra\u00e7\u00f5es sejam mais transparentes e confi\u00e1veis. E relatam fielmente os fatos cont\u00e1beis para os interessados das organiza\u00e7\u00f5es, onde quer que estejam.<\/p>\n

Esse padr\u00e3o de contabiliza\u00e7\u00e3o facilita, tamb\u00e9m, a compreens\u00e3o das demonstra\u00e7\u00f5es para agentes interessados no aspecto de globaliza\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. Isso porque anteriormente diferentes pa\u00edses contavam com procedimentos distintos para a contabilidade de suas empresas. Em alguns casos, a realidade tribut\u00e1ria do pa\u00eds poderia dificultar em muito para o entendimento das demonstra\u00e7\u00f5es, caso do Brasil.<\/p>\n

Como surgiram as normas?<\/strong><\/h2>\n

Antes do IASB, existiu a International Accounting Standards Committee\u00a0(IASC) \u2014 Comiss\u00e3o de Normas Internacionais de Contabilidade \u2014, que emitia os pronunciamentos\u00a0IAS.<\/p>\n

A comiss\u00e3o foi criada\u00a0em 1973, da reuni\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os cont\u00e1beis de cerca de dez pa\u00edses em prol da padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos cont\u00e1beis. Entre os anos de 1983 e 2001, foram inclu\u00eddos mais pa\u00edses, todos membros da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Contadores.<\/p>\n

Ap\u00f3s isso, ainda em 2001, criou-se o IASB, que assumiu os projetos da IASC e os trabalhos das novas resolu\u00e7\u00f5es. Por isso, antigas decis\u00f5es IAS ainda s\u00e3o v\u00e1lidas, desde que n\u00e3o tenham sido substitu\u00eddas por novas normas IFRS, o que j\u00e1 ocorre e seguir\u00e1 ocorrendo.<\/p>\n

Conforme documento publicado pelo pr\u00f3prio IASB logo ap\u00f3s a sua cria\u00e7\u00e3o, o intuito \u00e9 aperfei\u00e7oar os relat\u00f3rios financeiros e dar consist\u00eancia a eles, em detrimento dos tratamentos alternativos admitidos pelas IAS.<\/p>\n

Quais s\u00e3o os objetivos das IFRS?<\/strong><\/h2>\n

Na pr\u00e1tica, os padr\u00f5es de contabilidade internacional definem a\u00e7\u00f5es a serem seguidas para reconhecimento, mensura\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, financeiras, patrimoniais e especiais das demonstra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n

Como resultado, interessados, Fisco e demais \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos ganham em diversos quesitos. Como reconhecimento de fatos, comparabilidade de per\u00edodos, entendimento de muta\u00e7\u00f5es e resultados e percep\u00e7\u00e3o de transpar\u00eancia corporativa. Al\u00e9m disso, otimiza o disclosure \u2014 a divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos demonstrativos para aprecia\u00e7\u00e3o dos p\u00fablicos que colocamos acima.<\/p>\n

Quais s\u00e3o as IFRS?<\/strong><\/h2>\n

Em termos, a contabilidade internacional trata de princ\u00edpios cont\u00e1beis. At\u00e9 o momento, a IASB j\u00e1 emitiu 16 regras de contabiliza\u00e7\u00e3o que fazem parte das IRFS.<\/p>\n

Para o Brasil, elas s\u00e3o traduzidas, adaptadas e aplicadas pelo Conselho de Pronunciamentos Cont\u00e1beis (CPC).<\/strong> O \u00f3rg\u00e3o foi criado para aperfei\u00e7oamento e aplica\u00e7\u00e3o de normas e processos cont\u00e1beis por meio da uni\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es como o\u00a0Conselho Federal de Contabilidade<\/strong><\/a>\u00a0(CFC) e a Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM).<\/p>\n

Vamos abordar agora, de forma sum\u00e1ria, as IFRS publicadas.<\/p>\n

IFRS 1<\/strong><\/h3>\n

O primeiro desses pronunciamentos da IASB foi feito em 2010. Foi traduzido e adaptado ao Brasil pelo\u00a0CPC 37<\/strong><\/a>, e tratou da ado\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de contabilidade internacional pelas organiza\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n

At\u00e9 esse momento, as normas existentes eram as de nomenclatura IAS, numeradas de 1 a 41. Caso n\u00e3o haja IFRS posterior que substitua uma IAS, esta \u00e9 v\u00e1lida. Ent\u00e3o, a partir da IFRS 1, as grandes empresas e sociedades an\u00f4nimas teriam de adotar as IASs na contabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n

IFRS 2<\/strong><\/h3>\n

Essa norma refere-se ao pagamento baseado em a\u00e7\u00f5es. Em suma, exige que os resultados e as informa\u00e7\u00f5es financeiras nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis das empresas mostrem os efeitos dessas transa\u00e7\u00f5es. Inclusive com seus gastos relacionados e situa\u00e7\u00f5es de cess\u00e3o de op\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00f5es aos funcion\u00e1rios.<\/p>\n

Aqui, a adequa\u00e7\u00e3o foi feita pelo\u00a0CPC 10<\/strong><\/a>\u00a0no ano de 2010.<\/p>\n

IFRS 3<\/strong><\/h3>\n

Essa IFRS trata da combina\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios \u2014 quando uma empresa adquire e passa a controlar uma organiza\u00e7\u00e3o ou mais de uma.<\/p>\n

Conforme ela, pronunciada pela\u00a0CPC 15<\/strong><\/a>, as demonstra\u00e7\u00f5es devem reconhecer os ativos e passivos da adquirida a valor justo e pela data de aquisi\u00e7\u00e3o. O mesmo deve ser feito com o\u00a0goodwill \u2014 tipo de ativo intang\u00edvel que representa a diferen\u00e7a entre o valor de aquisi\u00e7\u00e3o e o patrim\u00f4nio da adquirida \u2014 surgido\u00a0na transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n

IFRS 4<\/strong><\/h3>\n

O\u00a0CPC 11<\/strong><\/a>, em 2011, pronunciou \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es brasileiras a IFRS 4. Ela especifica que as emitentes de contratos de seguros devem aperfei\u00e7oar continuamente a contabiliza\u00e7\u00e3o relativa aos contratos emitidos. Al\u00e9m de divulgar demonstra\u00e7\u00f5es que identifiquem e tornem compreensivos os valores provenientes de contratos.<\/p>\n

Essas divulga\u00e7\u00f5es devem mostrar os valores, as datas e as incertezas dos fluxos de caixa projetados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es das seguradoras.<\/p>\n

IFRS 5<\/strong><\/h3>\n

Essa norma e o\u00a0CPC 31<\/strong><\/a>\u00a0estabelecem a contabiliza\u00e7\u00e3o de ativos n\u00e3o circulantes mantidos para venda e a divulga\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es interrompidas.<\/p>\n