worth-the-read domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /var/www/html/blog/wp-includes/functions.php on line 6260tailor domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /var/www/html/blog/wp-includes/functions.php on line 6260Desde de janeiro de 2018 entraram em vigor as normas CPC 47 (IFRS 15)<\/strong><\/a> e CPC 48 (IFRS 9)<\/strong><\/a>, tratando, respectivamente, de \u201cReceita de Contrato com Cliente\u201d e \u201cInstrumentos Financeiros\u201d. Ambas as normas se correlacionam no que diz respeito ao reconhecimento, mensura\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o das receitas e nas perdas esperadas das contas a receber.<\/p>\n Nos artigos anteriores tratamos do CPC 47 \u2013 Receita de Contrato com Cliente<\/strong><\/a> e neste artigo vamos tratar das perdas esperadas em contas a receber<\/strong>, especificamente nas tradicionais contas a receber mantidas pela empresa at\u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o dos devedores (clientes, contas a receber, duplicatas a receber etc.).<\/p>\n O CPC 47 (Receitas) determina que a entidade n\u00e3o deve reconhecer como ativo e nem como receita o valor derivado, como exemplo, de uma venda que carrega d\u00favida quanto ao seu recebimento. Ou seja, em outras palavras, antes da entidade registrar uma receita cont\u00e1bil e as contas a receber, a mesma deve considerar n\u00e3o apenas a capacidade como tamb\u00e9m a inten\u00e7\u00e3o do cliente de pagar o que \u00e9 devido!<\/p>\n Obviamente que a empresa espera que cada cliente pague o que realmente deve, contudo, isso na pr\u00e1tica n\u00e3o acontece, ou seja, dentro da carteira de clientes, a empresa n\u00e3o sabe quem n\u00e3o ir\u00e1 pagar e, dessa forma, a empresa registra as receitas e as contas a receber e, concomitantemente, no momento inicial do registro, a empresa registra uma expectativa de n\u00e3o recebimento das vendas. Essa expectativa de n\u00e3o recebimento das vendas contabilmente \u00e9 denominada de Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa (PECLD)<\/strong>.<\/p>\n At\u00e9 o ano de 2009, os usu\u00e1rios da contabilidade utilizavam o conceito de ajuste por \u201cperdas estimadas\u201d, que basicamente consistia em estimar as perdas das contas a receber que n\u00e3o seriam recebidas pelas empresas.<\/p>\n A partir de 1\u00ba de janeiro de 2010, com a ado\u00e7\u00e3o das normas internacionais de contabilidade, especificamente a norma CPC 38 (IAS 39), os usu\u00e1rios da contabilidade come\u00e7aram a adotar o conceito de \u201cperdas efetivas\u201d, que consistia em reconhecer as perdas dadas com praticamente certas (atrasos significados, clientes falidos etc.).<\/p>\n Contudo, desde 1\u00ba de janeiro de 2018, com a vig\u00eancia da norma CPC48 (IFRS 9), a contabilidade volta ao modelo de \u201cperdas estimadas\u201d.<\/p>\n Na pr\u00e1tica, muitas empresas n\u00e3o se adaptaram ao CPC 38 (IAS 39).<\/p>\n J\u00e1 antecipamos que a resposta \u00e9 n\u00e3o, ou seja, n\u00e3o \u00e9 apenas uma mudan\u00e7a de classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil.<\/p>\n O modelo do IAS 39, que era baseado em perdas incorridas, tinha como objetivo limitar<\/u> a capacidade dos administradores em criar uma \u201creserva oculta\u201d (e inexistente) durante os \u201cper\u00edodos bons\u201d, cujas reservas poderiam ser utilizadas para \u201cmelhorar\u201d as demonstra\u00e7\u00f5es financeiras em \u201cper\u00edodos ruins\u201d.<\/p>\n A t\u00edtulo de exemplo, em \u201cper\u00edodos bons\u201d, a empresa poderia efetuar uma perda (inexistente) para cr\u00e9ditos com liquida\u00e7\u00e3o duvidosa, a fim de registrar a despesa em suas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras e reverter a mesma em \u201cper\u00edodos ruins\u201d. Obviamente que na pr\u00e1tica isso n\u00e3o deveria acontecer, \u00e9 somente para exemplifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n Por\u00e9m, esse modelo de se reconhecer as \u201cperdas efetivas\u201d tornou-se ineficiente na crise mundial de 2008, pois as perdas de cr\u00e9ditos eram reconhecidas nas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras<\/strong><\/a> tardiamente e pelo montante insuficiente (tardiamente porque foi depois do evento ocorrido e insuficiente porque era somente do valor da perda incorrida).<\/p>\n Isso posto, entramos (desde 1\u00ba de janeiro de 2018) no modelo da IFRS 9 de perda esperada de cr\u00e9dito, pelo qual se assume que as Entidades sempre ter\u00e3o um n\u00edvel de expectativa de perda associada ao seu ativo financeiro (contas a receber, dinheiro emprestado etc.)<\/p>\n Para fins de pondera\u00e7\u00f5es, segue abaixo uma vis\u00e3o geral dos modelos de perdas das normas IFRS 9 e IAS 39.<\/p>\n Existem tr\u00eas abordagens para se efetuar a PECLD (o impairment<\/em><\/strong><\/a>) das contas a receber:<\/p>\n A abordagem geral<\/u> basicamente \u00e9 utilizada para empesas que possuem um componente de financiamento significativo de contas a receber.<\/p>\n A abordagem simplificada<\/u> \u00e9 utilizada em empresas que possuem carteiras tradicionais de contas a receber (clientes, contas a receber, duplicatas a receber etc.).<\/p>\n A abordagem ajustada ao cr\u00e9dito<\/u> \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o as duas abordagens anteriores e \u00e9 utilizada em ativos j\u00e1 contabilizados inicialmente com problemas de n\u00e3o recupera\u00e7\u00e3o, por exemplo, ativos adquiridos com um alto desconto em virtude do risco de cr\u00e9dito.<\/p>\n Para fins did\u00e1ticos, explanaremos primeiro, neste artigo, a abordagem simplificada<\/strong>, e no pr\u00f3ximo artigo<\/a><\/strong>, trabalharemos com as demais abordagens (geral e ajustada ao cr\u00e9dito).<\/p>\n Antes de prosseguirmos, frisamos que n\u00e3o existe um modelo mecanicista ou autom\u00e1tico de se calcular a PECLD, pois, cada empresa deve avaliar o seu modelo e ramo de neg\u00f3cio, a situa\u00e7\u00e3o das contas a receber, as garantias de cr\u00e9ditos concedidas pelos devedores, n\u00e3o se esquecendo da conjuntura econ\u00f4mica do momento em que a estimativa est\u00e1 sendo efetuada, observando, principalmente, as contas a receber de clientes com atrasos.<\/p>\n Na pr\u00e1tica, percebemos que as empresas utilizam a seguinte metodologia:<\/p>\n Em outras palavras, operacionalmente, as empresas fazem uma matriz de idade de saldos das contas a receber (matriz de provis\u00f5es), comumente conhecida como \u201caging list\u201d, a fim de se calcular a PECLD.<\/p>\n A matriz de provis\u00f5es \u00e9 uma t\u00e9cnica utilizada usualmente em empresas que realizam vendas a prazo e que possuem contas a receber tradicionais, ou seja, as contas a receber mantidas pela empresa at\u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o dos devedores tais como: clientes, contas a receber, duplicatas a receber etc.<\/p>\n Por essa t\u00e9cnica, os receb\u00edveis s\u00e3o agrupados por ordem de vencimento e a partir desse agrupamento formam-se os extratos de contas a receber ordenados por data de convers\u00e3o de caixa, a fim de se calcular as Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa (PECLD).<\/p>\n Cada categoria de vencimento deve estar associada a um percentual de perda estimativa. Por exemplo, digamos que o estudo preliminar das perdas passadas da Empresa XYZ tenha demonstrado que 3% das contas ainda \u201cn\u00e3o vencidas\u201d tiveram perdas; por\u00e9m, quando as contas estavam vencidas, mas h\u00e1 menos de 30 dias, esse \u00edndice aumentou para 6%; passando para 10% quando o t\u00edtulo estava vencido h\u00e1 mais de 30 dias e menos de 60 dias; e assim sucessivamente.<\/p>\n Com base nas informa\u00e7\u00f5es colhidas pela empresa, segue a matriz de provis\u00f5es:<\/p>\n Com base na matriz de provis\u00f5es e admitindo um saldo de contas a receber da Empresa XZY de R$ 32.500, que possui cr\u00e9ditos comerciais de grandes valores e de pequenos clientes, a empresa mensurou sua PECLD em R$ 4.120, conforme demonstrado abaixo:<\/p>\n Com rela\u00e7\u00e3o ao lan\u00e7amento cont\u00e1bil, o mesmo \u00e9 o que estamos acostumados, ou seja, \u00e9 um d\u00e9bito na linha de despesas com PECLD e um cr\u00e9dito de igual valor no ativo (R$ 4.120), como redutor da conta de clientes a receber, assim demonstrado:<\/p>\n D \u2013 Despesa com PECLD\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 – $ 4.120 Obviamente que ap\u00f3s registro inicial, a PECLD deve ser revisada mensalmente com base nos novos eventos ocorridos, por exemplo, aumento do saldo por novas vendas a prazo, redu\u00e7\u00e3o do saldo por liquida\u00e7\u00e3o de contas (que estavam em dia atrasos) etc.<\/p>\n Se o valor apurado da PECLD atual for maior do que no m\u00eas anterior, compete \u00e0 empresa efetuar um complemento da PECLD, caso contr\u00e1rio, ou seja, se o valor apurado do m\u00eas atual \u00e9 inferior ao do m\u00eas anterior, compete \u00e0 empresa realizar a revers\u00e3o da despesa de PECLD, conforme exemplo de lan\u00e7amento abaixo:<\/p>\n Revers\u00e3o de uma PECLD: No exemplo acima utilizamos uma estratifica\u00e7\u00e3o simples de uma matriz de provis\u00f5es, ou seja, estratificamos o \u201caging list\u201d das contas a receber de uma empresa. A l\u00f3gica da matriz de provis\u00f5es \u00e9 aglutinar os ativos financeiros (contas a receber) por caracter\u00edsticas comuns, permitindo assim a an\u00e1lise do comportamento dessas carater\u00edsticas, tais como: i) regi\u00e3o de onde a empresa atua; ii) categoria de cliente (bronze, prata, diamante, ouro); iii) categoria de cliente combinada com valores etc.<\/p>\n Vejamos alguns exemplos de matrizes de provis\u00f5es:<\/p>\n Na pr\u00e1tica, as empresas utilizam a matriz de provis\u00f5es conjugada com outras an\u00e1lises, tais como: hist\u00f3rico de pagamento do cliente, se as contas a receber possuem garantia, se os t\u00edtulos vencidos foram liquidados em evento subsequente ao da data do fechamento das demonstra\u00e7\u00f5es financeiras etc.<\/p>\n Novamente frisamos que n\u00e3o existe um modelo mecanicista ou autom\u00e1tico de se calcular as Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa (PECLD). O c\u00e1lculo da perda deve ser efetuado por profissionais que entendem bem a empresa, o ramo de neg\u00f3cio, a conjuntura econ\u00f4mica do momento em que a estimativa est\u00e1 sendo efetuada etc.<\/p>\n Vimos os conceitos de Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa<\/span>, os aspectos hist\u00f3ricos da PECLD, comparamos a norma atual de \u201cPerdas Esperadas\u201d (IFRS 9) com a norma anterior de \u201cPerdas Incorridas\u201d (IAS 39) e exemplificamos o c\u00e1lculo de uma PECLD utilizando a <\/span>abordagem simplificada<\/strong><\/span> da IFRS 9.<\/span><\/p>\n Refor\u00e7amos que o c\u00e1lculo das Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa n\u00e3o \u00e9 mecanicista ou autom\u00e1tico, pois o mesmo depende de diversas vari\u00e1veis e deve ser efetuado n\u00e3o somente por quem entende bem a empresa e seu ramo de neg\u00f3cio, mas como tamb\u00e9m por profissionais que entendam a conjuntura econ\u00f4mica do momento em que a estimativa est\u00e1 sendo efetuada etc.<\/p>\n N\u00e3o podemos deixar de lembrar que o entendimento das normas internacionais cont\u00e1beis (IFRS) \u00e9 um conhecimento basilar para o profissional da contabilidade, a fim de que as demonstra\u00e7\u00f5es financeiras sejam mensuradas, apresentadas e divulgadas adequadamente para os usu\u00e1rios das mesmas, ou seja, para os administradores, investidores, credores, acionistas, governo etc.<\/p>\n No pr\u00f3ximo artigo<\/a><\/b>, trataremos das outras duas abordagens (metodologias) para as empresas efetuarem a PECLD das contas a receber; ou seja, a abordagem geral<\/strong> e abordagem ajustada do cr\u00e9dito<\/strong>.<\/p>\n A equipe do \u00a0Grupo BLB<\/strong><\/a>\u00a0\u00e9 especialista nas aplica\u00e7\u00f5es das IFRS, com experi\u00eancias pr\u00e1ticas em diversos clientes, oferecendo todo suporte necess\u00e1rio para adapta\u00e7\u00e3o as normas IFRS e inclusive nas \u00e1reas\u00a0de auditoria independente<\/strong><\/a>; consultorias <\/strong>tribut\u00e1ria<\/strong><\/a> e\u00a0trabalhista<\/strong><\/a>.<\/p>\nConceito de Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa<\/span><\/strong><\/h2>\n
Vis\u00e3o hist\u00f3rica das Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa<\/strong><\/h2>\n
Mas n\u00e3o \u00e9 apenas uma mudan\u00e7a de \u201cclassifica\u00e7\u00e3o\u201d cont\u00e1bil entre o modelo de \u201cperdas incorridas\u201d versus \u201cperdas esperadas\u201d?<\/strong><\/h3>\n
<\/p>\nQuais as metodologias em vigor para as empresas efetuarem a PECLD (impairment<\/em>) das contas a receber?<\/strong><\/h3>\n
\n
Como calcular as Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa utilizando a abordagem simplificada?<\/span><\/strong><\/h2>\n
\n
O que \u00e9 uma matriz de provis\u00f5es?<\/strong><\/h3>\n
<\/p>\n
<\/p>\n
\nC \u2013 PECLD (redutora de ativo)\u00a0\u00a0\u00a0 – $ 4.120<\/p>\n
\nD \u2013 PECLD (redutora de ativo)
\nC \u2013 Receita de revers\u00e3o da PECLD<\/p>\nComent\u00e1rios adicionais sobre a matriz de provis\u00f5es<\/strong><\/h2>\n
<\/p>\nConclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n