worth-the-read domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /var/www/html/blog/wp-includes/functions.php on line 6260tailor domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /var/www/html/blog/wp-includes/functions.php on line 6260No artigo anterior<\/strong><\/a> introduzimos as 3 abordagens (metodologias)<\/strong> em vigor para as empresas efetuarem as Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa (PECLD) (ou <\/span>impairment<\/em><\/strong><\/a>) das contas a receber, a saber:<\/p>\n Discorremos sobre\u00a0 as perdas estimadas em cr\u00e9ditos de liquida\u00e7\u00e3o duvidosa, utilizando a abordagem simplificada (q<\/span>ue habitualmente \u00e9 utilizada em empresas que possuem as tradicionais contas a receber mantidas at\u00e9 a liquida\u00e7\u00e3o dos devedores), pois, <\/span>didaticamente a mesma \u00e9 mais f\u00e1cil de explicar e, partindo dela, <\/span>prosseguiremos neste artigo para a compreens\u00e3o das duas outras metodologias: abordagem geral e abordagem ajustada ao cr\u00e9dito.<\/p>\n Enfatizaremos a abordagem geral, pois a abordagem ajustada ao cr\u00e9dito \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o (um caso pontual) da norma.<\/p>\n Para avan\u00e7armos \u00e9 importante tamb\u00e9m relembrarmos as classifica\u00e7\u00f5es dos instrumentos financeiros, vistas tamb\u00e9m em nosso artigo anterior<\/strong><\/a>:<\/p>\n Vimos que o CPC 48 (IFRS 9)<\/strong><\/a> apresenta um novo modelo de reconhecimento e mensura\u00e7\u00e3o do teste de recuperabilidade de instrumentos financeiros (modelo das perdas estimadas ao inv\u00e9s do modelo das perdas incorridas), cujo modelo \u00e9 aplic\u00e1vel para os ativos financeiros classificados ao \u201ccusto amortizado\u201d, geralmente as contas ou t\u00edtulos a receber.<\/p>\n \u00c9 devido o impairment<\/em> (a PECLD) dos instrumentos financeiros classificados pelo Valor Justo por Meio do Resultado (VJMR) ou pelo Valor Justo por meio de Outros Resultados Abrangentes (VJORA)?<\/strong><\/p>\n Via de regra, os itens mensurados ao valor justo<\/strong><\/a> por meio do resultado, naturalmente, j\u00e1 tendem a incorporar em suas varia\u00e7\u00f5es as eventuais deteriora\u00e7\u00f5es da qualidade do cr\u00e9dito concedido a terceiros. Em outras palavras, a PECLD dos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo \u00e9 efetuada naturalmente, pois os ativos s\u00e3o valorizados ao valor de mercado.<\/p>\n A resposta depende da composi\u00e7\u00e3o e das caracter\u00edsticas dos fluxos de caixas contratuais da empresa.<\/p>\n Vamos partir da explica\u00e7\u00e3o da abordagem simplificada, que \u00e9 mais f\u00e1cil e, na sequ\u00eancia, explanaremos as duas outras abordagens.<\/p>\n O CPC 48 descreve que a abordagem simplificada \u00e9 utilizada para as contas a receber que est\u00e3o dentro do alcance do CPC 47 (IFRS 15: Receitas)<\/strong><\/a> e que estas contas a receber n\u00e3o cont\u00eam um componente de financiamento significativo.<\/p>\n Para as contas a receber que estejam nos alcances do CPC 47 (Receitas) ou CPC 06 (IFRS 16: Arrendamento)<\/strong><\/a> e que possuem um componente de financiamento significativo, a empresa deve utilizar as outras duas abordagens do impairment<\/em>, ou seja, abordagem geral ou abordagem ajustada ao cr\u00e9dito. 2\u00aa regra!<\/p>\n Por\u00e9m, por op\u00e7\u00e3o a entidade pode<\/u> utilizar a abordagem simplificada.<\/p>\n Resumindo:<\/p>\n Isso posto, na pr\u00e1tica, as empresas devem levar em considera\u00e7\u00e3o o custo-benef\u00edcio de se extrair uma informa\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, n\u00e3o \u00e9 de se esperar que uma empresa que opere com um prazo de recebimento baixo e sem um componente de financiamento significativo em suas contas a receber utilize uma abordagem diferente da abordagem simplificada. Por outro lado, \u00e9 imprudente uma institui\u00e7\u00e3o financeira operar com a abordagem simplificada de perdas estimadas para os seus t\u00edtulos a receber.<\/p>\n Esquematicamente, temos as seguintes abordagens (metodologias) para o c\u00e1lculo da PECLD:<\/p>\n Essa abordagem foi analisada em nosso artigo anterior. Para maiores detalhes, pedimos que consultem o texto: CPC 48 (IFRS 9) \u2013 Perdas Estimadas em Cr\u00e9ditos de Liquida\u00e7\u00e3o Duvidosa (PECLD): abordagem simplificada<\/a><\/strong>.<\/span><\/p>\n O foco desta abordagem \u00e9 o \u201crisco de cr\u00e9dito\u201d, ou seja, se o mesmo aumentou desde o reconhecimento inicial. Opera-se nesta abordagem com tr\u00eas est\u00e1gios para se calcular a PECLD.<\/p>\n Esquematicamente temos 3 est\u00e1gios de c\u00e1lculo da PECLD na abordagem geral:<\/p>\n Basicamente, o modelo dos tr\u00eas est\u00e1gios acima apresentado \u00e9 simples. Por\u00e9m, no dia a dia, existe a complexidade da classifica\u00e7\u00e3o do ativo do primeiro para o segundo ou terceiro est\u00e1gio. Sem d\u00favida isso n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Adicionalmente, o CPC 48 (IFRS 9) indica que as empresas devem considerar informa\u00e7\u00f5es razo\u00e1veis e suport\u00e1veis dispon\u00edveis sem custos ou esfor\u00e7os indevidos, incluindo dados sobre informa\u00e7\u00f5es passadas e futuras para a realiza\u00e7\u00e3o dessas classifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n Ou seja, qual o \u201cgatilho\u201d da empresa para a classifica\u00e7\u00e3o de um est\u00e1gio para o outro?<\/p>\n Independentemente da forma como a entidade avalia os aumentos relevantes no risco de cr\u00e9dito, o CPC 48 (IFRS 9) descreve que existe uma presun\u00e7\u00e3o refut\u00e1vel de que o risco de cr\u00e9dito de ativo financeiro aumentou significativamente desde o reconhecimento inicial quando os pagamentos contratuais estiverem vencidos h\u00e1 mais de 30 dias.<\/p>\n Adicionalmente, chamamos a aten\u00e7\u00e3o ao que descreve a norma: \u201ca entidade n\u00e3o pode se basear exclusivamente em informa\u00e7\u00f5es sobre pagamentos vencidos para determinar se o risco de cr\u00e9dito aumentou significativamente desde o reconhecimento inicial.\u201d<\/p>\n Fechando o assunto da transitividade dos tr\u00eas est\u00e1gios (mudan\u00e7a do est\u00e1gio 1 para o 2 ou para o 3), do mesmo modo que um ativo pode avan\u00e7ar de um est\u00e1gio para o outro (em fun\u00e7\u00e3o de um cen\u00e1rio econ\u00f4mico deteriorado, como exemplo) o mesmo ativo pode voltar para os est\u00e1gios anteriores (recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica).<\/p>\n A entidade ABC concede um empr\u00e9stimo amortiz\u00e1vel em 10 anos de $ 1 milh\u00e3o e faz as estimativas a seguir.<\/p>\n As contas a receber, ou seja, os empr\u00e9stimos a receber, t\u00eam uma Probabilidade de Inadimpl\u00eancia (PI)<\/strong> em 12 meses de 0,5%; e na data do relat\u00f3rio (que \u00e9 antes que o pagamento do empr\u00e9stimo seja devido), n\u00e3o ocorreu altera\u00e7\u00e3o na Probabilidade de Inadimpl\u00eancia de 12 meses, e a entidade ABC determina que n\u00e3o houve aumento significativo no risco de cr\u00e9dito desde o reconhecimento inicial.<\/p>\n A entidade ABC determina que 25% do valor cont\u00e1bil bruto deve ser perdido se o empr\u00e9stimo n\u00e3o for pago. A entidade ABC mensura a provis\u00e3o para perdas no valor equivalente \u00e0s perdas de cr\u00e9dito esperadas para 12 meses utilizando a PI<\/strong> de 12 meses de 0,5%.<\/p>\n Logo, a probabilidade de 99,5% de que n\u00e3o deve ocorrer inadimpl\u00eancia est\u00e1 impl\u00edcita nesse c\u00e1lculo. Na data do relat\u00f3rio, o ajuste para as perdas de cr\u00e9dito esperadas para 12 meses \u00e9 de $ 1.250 (0,5% \u00d7 25% \u00d7 $ 1.000.000).<\/p>\n A entidade XYZ possui contas a receber em uma regi\u00e3o espec\u00edfica. Essa regi\u00e3o inclui a comunidade de uma ind\u00fastria frigor\u00edfica que \u00e9, em grande parte, dependente da exporta\u00e7\u00e3o de carne bovina.<\/p>\n A entidade XYZ fica sabendo de uma diminui\u00e7\u00e3o significativa nas exporta\u00e7\u00f5es de carne, prevendo a demiss\u00e3o de v\u00e1rios trabalhadores do segmento frigor\u00edfico. A entidade XYZ estima um aumento na taxa de desemprego nessa comunidade e determina que o risco de cr\u00e9dito e de inadimpl\u00eancia dos tomadores de empr\u00e9stimo que dependem dos frigor\u00edficos na regi\u00e3o aumentou significativamente, mesmo que aqueles tomadores n\u00e3o estejam inadimplentes na data do balan\u00e7o.<\/p>\n Dessa maneira, a entidade XYZ segmenta sua carteira de contas a receber com base em setores econ\u00f4micos, ou seja, uma caracter\u00edstica compartilhada de risco de cr\u00e9dito para identificar os tomadores que dependem da ind\u00fastria frigor\u00edfica. Para essas contas a receber, a entidade XYZ reconhece uma provis\u00e3o equivalente \u00e0s perdas de cr\u00e9dito esperadas para a vida inteira.<\/p>\n Verificamos as tr\u00eas abordagens (metodologias) para o c\u00e1lculo da PECLD requeridas pela IFRS 9 (CPC 48).<\/p>\n Tratamos detalhadamente, em nosso artigo anterior, da abordagem simplificada (que normalmente \u00e9 mais utilizada para as empresas que possuem as contas a receber tradicionais) e \u00a0verificamos\u00a0 neste artigo as abordagens geral e a ajustada ao cr\u00e9dito, com \u00eanfase na abordagem geral, pois a abordagem ajustada ao cr\u00e9dito \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o (um caso pontual) na norma.<\/p>\n Sem d\u00favida, a abordagem simplificada<\/u> \u00e9 mais f\u00e1cil de se operacionalizar. Por\u00e9m, as entidades que lidam com as contas a receber que possuem um componente de financiamento significativo (como as institui\u00e7\u00f5es financeiras) devem utilizar as outras duas metodologias: abordagem geral<\/u> ou abordagem ajustada ao cr\u00e9dito<\/u>.<\/p>\n Neste contexto, a estrutura do departamento de \u201crisco de cr\u00e9dito\u201d deve ser robusta e compat\u00edvel com as atividades da entidade, pois em uma an\u00e1lise da probabilidade de inadimpl\u00eancia, as entidades devem verificar, entre outros requisitos: a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-financeira do tomador do cr\u00e9dito, seu grau de endividamento, seu hist\u00f3rico de pagamento, o segmento e a atividade econ\u00f4mica em que o mesmo opere, al\u00e9m das considera\u00e7\u00f5es acercas da finalidade e da natureza da transa\u00e7\u00e3o e as garantias e valores envolvidos.<\/p>\n Salientamos que o c\u00e1lculo da PECLD n\u00e3o \u00e9 mecanicista ou autom\u00e1tico, pois o mesmo dependente de diversas vari\u00e1veis e deve ser efetuado n\u00e3o somente por quem entende bem a entidade e o seu ramo de neg\u00f3cio, mas tamb\u00e9m por profissionais compreendam a conjuntura econ\u00f4mica do momento em que a estimativa est\u00e1 sendo efetuada etc.<\/p>\n N\u00e3o podemos deixar de lembrar que o entendimento das normas internacionais cont\u00e1beis (IFRS) \u00e9 um conhecimento basilar para o profissional da contabilidade, a fim de que as demonstra\u00e7\u00f5es financeiras sejam mensuradas, apresentadas e divulgadas adequadamente para os usu\u00e1rios das mesmas, ou seja, para os administradores, investidores, credores, acionistas, governo etc.<\/p>\n A equipe do \u00a0Grupo BLB Brasil<\/strong><\/a>\u00a0\u00e9 especialista nas aplica\u00e7\u00f5es das IFRS, com experi\u00eancias pr\u00e1ticas em diversos clientes, oferecendo todo suporte necess\u00e1rio para adapta\u00e7\u00e3o as normas IFRS e inclusive nas \u00e1reas\u00a0de auditoria independente<\/strong><\/a>; consultorias <\/strong>tribut\u00e1ria<\/strong><\/a> e\u00a0trabalhista<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n
<\/p>\nQuais das tr\u00eas abordagens acima \u00e9 a mais adequada para a minha empresa efetuar o c\u00e1lculo da PECLD?<\/strong><\/h3>\n
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<\/p>\nAbordagem simplificada para o c\u00e1lculo da PECLD<\/strong><\/h3>\n
Abordagem geral para o c\u00e1lculo da PECLD<\/strong><\/h3>\n
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<\/p>\nExemplo pr\u00e1tico da c\u00e1lculo da PECLD, utilizando \u00a0a abordagem geral<\/strong><\/h4>\n
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Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n
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