worth-the-read domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /var/www/html/blog/wp-includes/functions.php on line 6260tailor domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /var/www/html/blog/wp-includes/functions.php on line 6260A disputa jur\u00eddica entre o contribuinte e a Receita Federal sobre a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS come\u00e7ou em 2007, sendo finalizada, de forma definitiva, apenas agora no ano de 2021.<\/p>\n
Al\u00e9m da morosidade no julgamento do caso, o contribuinte vem travando uma verdadeira batalha com o Fisco para colocar as m\u00e3os em seu direito, mesmo com o julgamento totalmente favor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n
Na primeira derrota do Fisco, que ocorreu em mar\u00e7o de 2017, quando o STF decidiu que o ICMS n\u00e3o poderia compor a base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS, a RFB, de forma arbitr\u00e1ria, entendeu que o valor da ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo seria o ICMS efetivamente recolhido e n\u00e3o o destacado, fazendo quest\u00e3o de instruir o contribuinte nesse sentido, reduzindo de forma relevante o valor do direito a recuperar.<\/p>\n
Para suportar juridicamente seu entendimento, o Fisco entrou com embargos de declara\u00e7\u00e3o solicitando que o STF confirmasse esse entendimento, por\u00e9m, em maio de 2021 os referidos embargos foram julgados pela Corte Suprema, e mais uma vez o Fisco perdeu, pois ficou definido que o valor a ser exclu\u00eddo \u00e9 o ICMS destacado na nota fiscal<\/a><\/strong> e n\u00e3o o recolhido.<\/p>\n Al\u00e9m disso, ficou estabelecido que o contribuinte que havia protocolado a\u00e7\u00e3o at\u00e9 15 de mar\u00e7o de 2017 teria o direito garantido em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos 5 anos anteriores \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o, e os demais contribuintes teriam direito apenas de abril de 2017 em diante.<\/p>\n Pois bem, logo ap\u00f3s o julgamento de maio de 2021, a Procuradoria tratou de se manifestar no sentido de que os efeitos do julgamento do STF alcan\u00e7ariam \u2013 em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de abril de 2017 em diante \u2013 todos os contribuintes, independentemente de a\u00e7\u00e3o judicial ou n\u00e3o, acrescentando ainda a dispensa de protocolar a\u00e7\u00e3o judicial, autorizando a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio na via administrativa.<\/p>\n Na pr\u00e1tica isso significa que os contribuintes que n\u00e3o possuem a\u00e7\u00e3o judicial questionando a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS podem simplesmente retificar suas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias e proceder com a redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito, habilitar o cr\u00e9dito e iniciar a compensa\u00e7\u00e3o por meio de PERDCOMP.<\/p>\n \u00c9 justamente nesse ponto que mais uma vez a RFB busca, de forma sorrateira, dificultar a vida do contribuinte. Afinal, para que facilitar se ela pode dificultar? Vamos entender melhor isso a partir de agora.<\/p>\n A habilita\u00e7\u00e3o desse cr\u00e9dito de forma administrativa, nos casos em que se aplica, conforme mencionado acima, requer obrigatoriamente<\/strong> a retifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias que est\u00e3o envolvidas na apura\u00e7\u00e3o do PIS\/COFINS. Mais especificamente:<\/p>\n Dentre as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias acima, a mais complexa para se realizar as retifica\u00e7\u00f5es \u00e9 a EFD Contribui\u00e7\u00f5es, uma vez que possui informa\u00e7\u00f5es anal\u00edticas (em n\u00edvel de itens) e, na maioria das vezes, necessita de software para sua gera\u00e7\u00e3o ou retifica\u00e7\u00e3o e \u00e9 justamente a forma de operacionaliza\u00e7\u00e3o escolhida pela RFB o objeto dessa cr\u00edtica.<\/p>\n Havia duas formas do Fisco regulamentar a operacionaliza\u00e7\u00e3o da exclus\u00e3o do ICMS na EFD Contribui\u00e7\u00f5es, sendo uma bastante simples e outra mais complexa.<\/p>\n Para entender melhor, a EFD Contribui\u00e7\u00f5es \u00e9 formada por blocos de informa\u00e7\u00f5es, sendo alguns com informa\u00e7\u00e3o anal\u00edticas (Blocos A, C, D e F), onde s\u00e3o informadas as opera\u00e7\u00f5es por opera\u00e7\u00e3o (NF a NF, item a item, por exemplo) e outras de fechamento (Bloco M) onde s\u00e3o consolidadas todas as informa\u00e7\u00f5es prestadas nos blocos anal\u00edticos (Blocos A, C, D e F) para c\u00e1lculo final do PIS\/COFINS.<\/p>\n Neste ponto, fica evidente que a op\u00e7\u00e3o por executar a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS nos blocos anal\u00edticos s\u00e3o mais complexos, uma vez que para tanto, o contribuinte dever\u00e1 modificar as informa\u00e7\u00f5es nota a nota, item a item, aumentando significativamente a carga de trabalho e a complexidade, sendo necess\u00e1ria, na maioria das vezes, a utiliza\u00e7\u00e3o de softwares ou de terceiros para conseguir tal retifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n Por outro lado, a operacionaliza\u00e7\u00e3o dessa exclus\u00e3o por meio do Bloco M \u00e9 imensamente mais simples, al\u00e9m de ser perfeitamente poss\u00edvel e fiscaliz\u00e1vel por parte da RFB, n\u00e3o havendo, portanto, qualquer motivo para n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o, a menos que a inten\u00e7\u00e3o seja de dificultar ainda mais a vida do contribuinte.<\/p>\n Neste caso, para proceder com a exclus\u00e3o via Bloco M, o sistema (EFD Contribui\u00e7\u00f5es) somaria a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es em seu valor bruto a partir das informa\u00e7\u00f5es prestadas de forma anal\u00edtica nos Blocos A, C, D e F.<\/p>\n Ap\u00f3s isso, bastaria o contribuinte realizar um ajuste de redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, que neste caso seria representada pelo valor total do ICMS a ser exclu\u00eddo de todas as opera\u00e7\u00f5es, sendo que tal ajuste ainda seria objeto de detalhamento em registros complementares, conferindo absoluta seguran\u00e7a e transpar\u00eancia para Fisco.<\/p>\n Por\u00e9m, infelizmente o Fisco preferiu, mais uma vez, dificultar a vida do contribuinte exigindo o lan\u00e7amento de forma anal\u00edtica, item a item. Tal exig\u00eancia se deu por meio da recente publica\u00e7\u00e3o de um novo Guia Pr\u00e1tico da ECF Contribui\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong>, em sua vers\u00e3o 1.35, mais especificamente na se\u00e7\u00e3o 12, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual recomenda-se leitura.<\/p>\n Vejamos uma parte dessa se\u00e7\u00e3o 12 onde a RFB exige que o ajuste seja evidenciado de forma individualizada.<\/p>\n O ajuste da base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS pela exclus\u00e3o do ICMS dever\u00e1 ser realizado de forma individualizada em cada um dos registros a que se referem os documentos fiscais, de acordo com a tabela abaixo.<\/em><\/p>\n Percebam que todos os registros nos quais o Fisco est\u00e1 exigindo os ajustes referem-se aos Blocos A, C, D ou F, sendo esses os que possuem informa\u00e7\u00f5es mais anal\u00edticas.<\/p>\n Diante deste cen\u00e1rio, como j\u00e1 ficou demonstrado, al\u00e9m de criar a complexidade, \u00e9 muito prov\u00e1vel que a RFB analisar\u00e1 \u201ccom lupa\u201d os procedimentos de retifica\u00e7\u00e3o pelos contribuintes.<\/p>\n Desse modo, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia que todo o trabalho seja realizado com absoluta seguran\u00e7a, uma vez que envolve uma ampla gama de informa\u00e7\u00f5es anal\u00edticas a serem alteradas e qualquer pequeno equ\u00edvoco pode colocar tudo a perder.<\/p>\n Outro cuidado que merece aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de o procedimento envolver a realiza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito por meio de PERDCOMP, uma vez que se houver um erro, por menor que seja, pode indeferir a compensa\u00e7\u00e3o o que significar\u00e1 uma penalidade de 50% sobre o d\u00e9bito compensado, sem preju\u00edzo do valor principal e juros.<\/p>\nHabilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito de ICMS<\/strong><\/h2>\n
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A operacionaliza\u00e7\u00e3o da exclus\u00e3o do ICMS<\/strong><\/h2>\n
<\/p>\nAten\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/h2>\n