<\/span><\/h2>\nAo analisar o balan\u00e7o patrimonial de uma companhia, um dos pontos de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma como se constitui o capital dessa empresa. Esse capital pode ser pr\u00f3prio, expresso em a\u00e7\u00f5es e representado pelo capital social, ou de terceiros, evidenciado por empr\u00e9stimos e endividamentos presentes tanto no passivo circulante quanto no passivo n\u00e3o circulante. <\/span> <\/span><\/p>\nH\u00e1 tamb\u00e9m formas discretas de se representar o capital pr\u00f3prio e o capital de terceiros. Um exemplo claro \u00e9 a d\u00edvida com fornecedores, que n\u00e3o se configura da mesma maneira que a d\u00edvida com bancos em empr\u00e9stimos de curto prazo, mas representa uma obriga\u00e7\u00e3o para com terceiros com um custo relativamente baixo em compara\u00e7\u00e3o ao custo do capital pr\u00f3prio.<\/span> <\/span><\/p>\nOutra figura que atua como capital pr\u00f3prio \u00e9 a dos lucros e preju\u00edzos acumulados. Esses s\u00e3o retidos e reinvestidos quando n\u00e3o distribu\u00eddos aos s\u00f3cios na forma de dividendos, sendo assim transferidos de uma conta de capital pr\u00f3prio para uma conta de capital de terceiros como dividendos a pagar.<\/span> <\/span><\/p>\nLevando isso em considera\u00e7\u00e3o, cada forma de financiamento tem um prop\u00f3sito muito espec\u00edfico. O capital social, por exemplo, \u00e9 destinado \u00e0 empresa e serve como base de valor para a compra de ativos e o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es. Esse valor n\u00e3o ser\u00e1 corrigido ao longo do tempo, mantendo-se est\u00e1tico at\u00e9 que ocorram aportes futuros ou a\u00e7\u00f5es de desinvestimento. <\/span> <\/span><\/p>\nJ\u00e1 o capital de terceiros desempenha um papel fundamental na alavancagem das opera\u00e7\u00f5es e no impulsionamento das atividades da empresa, sendo utilizado para suprir as necessidades de reposi\u00e7\u00e3o de ativos em per\u00edodos de descompasso entre compras e recebimentos. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m pode ser utilizado para investimentos em maquin\u00e1rio, cujo retorno superar\u00e1 a taxa paga pelo empr\u00e9stimo, entre tantos outros exemplos.<\/span> <\/span><\/p>\nUma das grandes virtudes das empresas perenes \u00e9 compreender os \u00f4nus e os b\u00f4nus de cada forma de capta\u00e7\u00e3o de recursos, utilizando-os para maximizar os ganhos a longo prazo.<\/span> <\/span><\/p>\nLevando isso em considera\u00e7\u00e3o, os indicadores de alavancagem s\u00e3o empregados nesses casos para fornecer insights cruciais sobre a estrat\u00e9gia de sa\u00fade financeira de uma empresa. Dentre eles, destaca-se a <\/span>Estrutura de Capital<\/span><\/b>:<\/span> <\/span><\/p>\n
<\/p>\n
Al\u00e9m desse \u00edndice, h\u00e1 tamb\u00e9m o indicador <\/span>Debt-to-Equity<\/span><\/i>, ou em portugu\u00eas, <\/span>Participa\u00e7\u00e3o do Capital de Terceiros<\/span><\/b>, que se prop\u00f5e a demonstrar a rela\u00e7\u00e3o entre d\u00edvida e capital pr\u00f3prio investido, sendo demonstrado abaixo:<\/span> <\/span><\/p>\n
<\/span>
<\/p>\nOutra preocupa\u00e7\u00e3o <\/span>significativa por parte<\/span> <\/span>d<\/span>as empresas geralmente <\/span>envolve a<\/span> <\/span>capacidade d<\/span>e <\/span>as opera\u00e7\u00f5es remunerar<\/span>em<\/span> os investimentos recebidos em forma de capital<\/span>. Um<\/span> exemplo<\/span> \u00e9<\/span> o indicador <\/span><\/span>CFO-<\/span>to<\/span>–<\/span>Liabilities<\/span><\/span>,<\/span><\/span> tamb\u00e9m <\/span>conhecido como<\/span> <\/span><\/span>Cash Flow <\/span>Coverage<\/span> <\/span>Ratio<\/span><\/span>, que mede a rela\u00e7\u00e3o entre o fluxo de caixa das opera\u00e7\u00f5es e o total dos passivos da empresa, <\/span>conforme apresentado<\/span> abaixo:<\/span><\/span> <\/span><\/p>\n
<\/p>\n
Al\u00e9m <\/span>dos ganhos financeiros poss\u00edveis, tamb\u00e9m <\/span>\u00e9 importante considerar<\/span> o \u00edndice de <\/span><\/span>Cobertura de Juros<\/span><\/span>, que <\/span>determina <\/span>a capacidade de remunerar o <\/span>capital de terceiros <\/span>sem <\/span>comprometer <\/span>a gera\u00e7\u00e3o de valor <\/span>para <\/span>os acionistas<\/span>. Tal indicador<\/span> pode ser <\/span>representado <\/span>pela figura do EBIT sobre as despesas financeiras, ou <\/span>detalhando <\/span>cada componente do EBIT<\/span>,<\/span> como <\/span>mostrado <\/span>na equa\u00e7\u00e3o<\/span> a seguir<\/span>:<\/span><\/span> <\/span><\/p>\n
<\/p>\n
Indicadores de solv\u00eancia e liquidez<\/span> <\/span><\/h2>\nAp\u00f3s uma cuidadosa an\u00e1lise sobre o endividamento da firma e a compreens\u00e3o da din\u00e2mica entre o capital pr\u00f3prio e o capital de terceiros, deve-se observar a liquidez. Esse \u00edndice mostra a rela\u00e7\u00e3o entre os ativos e os passivos em um determinado momento do tempo.<\/span> <\/span><\/p>\nNo que diz respeito \u00e0 liquidez, uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es da empresa refere-se ao pagamento das obriga\u00e7\u00f5es de curto prazo, pois caso n\u00e3o seja poss\u00edvel realiz\u00e1-lo, o custo das obriga\u00e7\u00f5es aumenta.<\/span> <\/span><\/p>\nNesse contexto, surge o indicador de <\/span>Liquidez Corrente<\/span><\/b>, que reflete a rela\u00e7\u00e3o direta entre as obriga\u00e7\u00f5es de curto prazo e os ativos de curto prazo, conforme demonstrado logo abaixo:<\/span> <\/span><\/p>\n
<\/p>\n
Por\u00e9m, tal indicador n\u00e3o consegue refletir completamente as possibilidades de pagamento no curto prazo, pois contas como o estoque podem n\u00e3o se realizar conforme o esperado no curto prazo.<\/span> <\/span><\/p>\nAssim, uma alternativa vi\u00e1vel para alterar o \u00edndice \u00e9 considerar exclusivamente os ativos de clientes, caixa e equivalentes de caixa, al\u00e9m das aplica\u00e7\u00f5es financeiras de liquidez imediata, resultando no \u00edndice de <\/span>Liquidez Seca<\/span><\/b>, tal qual demonstrado na seguinte f\u00f3rmula:<\/span> <\/span><\/p>\n
<\/p>\n
Ou, analogamente:<\/span><\/span> <\/span><\/p>\n
<\/p>\n
A partir desse <\/span>ponto<\/span>, a f\u00f3rmula pode ser <\/span>ajustada <\/span>para contemplar apenas os ativos que podem ser alocados imediatamente para <\/span>satisfazer <\/span>as obriga\u00e7\u00f5es de curto prazo<\/span>.<\/span> <\/span>T<\/span>al ativo figura como <\/span>dispon\u00edvel, englobando o caixa e os equivalentes de caix<\/span>a<\/span>, al\u00e9m da<\/span>s aplica\u00e7\u00f5es de liquidez imediata<\/span>.<\/span> <\/span>Sendo assim,<\/span> t<\/span>e<\/span>m-se o \u00edndice de <\/span><\/span>Liquidez Imediata<\/span><\/span>, explicitado na f\u00f3rmula<\/span> abaixo<\/span>:<\/span><\/span> <\/span><\/p>\n
<\/p>\n
Tamb\u00e9m \u00e9 importante<\/span> <\/span>considerar <\/span>os <\/span>ativos e os passivos de curto e longo prazo <\/span>pel<\/span>o \u00edndice de<\/span> <\/span><\/span>Liquidez Geral<\/span><\/span>. Esse indicador<\/span> <\/span>consiste na <\/span>soma <\/span>d<\/span>os ativos circulantes com o <\/span>r<\/span>ealiz\u00e1vel <\/span>em<\/span> <\/span>l<\/span>ongo <\/span>p<\/span>razo, <\/span>comparado<\/span> <\/span>\u00e0<\/span> soma d<\/span>o passivo circulante somado <\/span>com <\/span>os exig\u00edveis de longo praz<\/span>o<\/span>.<\/span> A<\/span>ssim, a<\/span> Liquidez Geral<\/span> \u00e9 representad<\/span>a<\/span> da seguinte forma:<\/span><\/span> <\/span><\/p>\n