\n| Caixa Final<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n Isso significa que, no m\u00eas em quest\u00e3o, a receita \u00e9 de R$ 1.000,00, o custo de R$ 500,00 e o lucro de R$ 500,00. Assim, considerando que a empresa possui um capital social de R$ 1.000,00, integralizado na sua abertura, ent\u00e3o esse \u00e9 o valor correspondente ao caixa inicial da empresa no per\u00edodo.<\/p>\n O capital de giro (CG)<\/strong> \u00e9 o valor retido no balan\u00e7o para fazer com que a opera\u00e7\u00e3o funcione. Neste exemplo, temos uma conta de ativo de R$ 1.000,00, a receber com valor positivo no CG, e uma conta de passivo de R$ 500,00, a pagar com valor negativo no CG. Essas duas opera\u00e7\u00f5es juntas geram um capital de giro positivo de R$ 500,00 (R$ 1.000,00 – R$ 500,00).<\/p>\nNo balan\u00e7o, a maioria das contas no ativo circulante <\/strong>tem efeito negativo sobre o fluxo de caixa<\/strong>, pois s\u00e3o opera\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas e contabilizadas na DRE<\/strong>, mas que ainda n\u00e3o foram efetivamente recebidas. Por outro lado, grande parte das contas do passivo<\/strong> circulante<\/strong> no balan\u00e7o refere-se a custos e\/ou despesas j\u00e1 contabilizados na DRE<\/strong>, mas que ainda n\u00e3o foram pagos, gerando um efeito positivo no fluxo de caixa<\/strong>.<\/p>\nAssim, a necessidade de capital de giro (NCG) <\/strong>\u00e9 a varia\u00e7\u00e3o entre o capital de giro entre dois per\u00edodos: o CG do per\u00edodo atual e o CG do per\u00edodo anterior. Dessa forma, se o capital de giro aumenta (h\u00e1 um crescimento do capital retido no balan\u00e7o), temos uma NCG positiva e um impacto negativo no fluxo de caixa. Mas se o capital de giro diminui (h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o do capital retido no balan\u00e7o), temos uma NCG negativa e um impacto positivo no fluxo de caixa. Juntos, o CG e a NCG representam o capital investido nas opera\u00e7\u00f5es da empresa, o qual fica retido no balan\u00e7o para garantir que a opera\u00e7\u00e3o continue funcionando normalmente.<\/p>\nComo visto anteriormente, as contas de ativos circulantes \u2013 neste caso, analisando as contas a receber \u2013 exercem um efeito positivo sobre o CG, pois a receita j\u00e1 foi contabilizada na DRE. No entanto, como o recebimento ainda n\u00e3o foi efetivado, haver\u00e1 um impacto negativo no caixa e no fluxo de caixa. Da mesma forma, as contas de passivos circulantes \u2013 neste caso, analisando as contas a pagar \u2013 geram um efeito negativo no capital de giro, uma vez que o custo ou a despesa j\u00e1 foi contabilizado na DRE. Contudo, isso resultar\u00e1 em um efeito positivo no caixa e no fluxo de caixa, j\u00e1 que o pagamento ainda n\u00e3o foi efetivado.<\/p>\n O aumento do CG pode ocorrer devido ao crescimento da conta de ativos (como contas a receber), \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da conta de passivos (contas a pagar, por exemplo), a um aumento mais expressivo na conta de ativos do que na de passivos, ou, ainda, a uma redu\u00e7\u00e3o mais acentuada na conta de passivos do que na de ativos. Assim, sob a perspectiva da conta de ativos, se temos um aumento nessa conta, teremos um aumento no capital de giro, gerando uma NCG positiva que impactar\u00e1 negativamente no fluxo de caixa.<\/p>\n Neste exemplo, como se trata do primeiro m\u00eas de opera\u00e7\u00e3o, o capital de giro no per\u00edodo anterior \u00e9 igual a zero e o CG atual \u00e9 igual a R$ 500,00 gerando uma NCG de R$ 500,00 (R$ 500,00 \u2013 0 = R$ 500,00).<\/p>\n A soma do fluxo de caixa operacional \u2013 que \u00e9 o resultado da DRE, de R$ 500,00 \u2013 com a NCG de -R$ 500,00 (valor negativo, pois uma NCG de R$ 500,00 indica um efeito negativo no fluxo de caixa de R$ 500,00) resulta em um fluxo de caixa total igual a zero. Como se trata do primeiro m\u00eas de opera\u00e7\u00e3o e tanto as vendas quanto as compras de mercadorias tiveram o prazo de 30 dias para pagamento, o fluxo de caixa total da empresa deve ser igual a zero, uma vez n\u00e3o houve movimenta\u00e7\u00e3o de dinheiro no per\u00edodo.<\/p>\n Exemplo 2 \u2013 Segundo m\u00eas de opera\u00e7\u00e3o:<\/h3>\nDando sequ\u00eancia ao exemplo, agora adicionaremos mais um m\u00eas de opera\u00e7\u00e3o, mantendo o mesmo volume de vendas e os mesmos valores de compra e venda de mercadorias. Neste cen\u00e1rio, teremos a mesma DRE, mas o balan\u00e7o e o fluxo de caixa ter\u00e3o altera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio anterior.<\/p>\n \n\n\nDRE<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Receita<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Custo Mercadoria Vendida<\/td>\n | -500,00<\/td>\n | -500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Resultado L\u00edquido<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nBalan\u00e7o<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\nAtivo<\/strong><\/td>\n2.000,00<\/strong><\/td>\n2.500,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Caixa<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| A Receber<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nPassivo<\/strong><\/td>\n500,00<\/strong><\/td>\n500,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| A Pagar<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \nPatrim\u00f4nio L\u00edquido<\/strong><\/td>\n1.500,00<\/strong><\/td>\n2.000,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Capital Social<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Lucros Acumulados<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nFluxo de Caixa<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Caixa Inicial<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| FC Operacional<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| NCG<\/td>\n | -500,00<\/td>\n | 0,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Caixa Final<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n Para o segundo m\u00eas, como se mantiveram os mesmos volumes e pre\u00e7o de vendas, a DRE continuar\u00e1 igual ao primeiro m\u00eas. J\u00e1 no balan\u00e7o, h\u00e1 uma pequena altera\u00e7\u00e3o no caixa (resultado do fluxo de caixa) e nos lucros acumulados referentes ao resultado do m\u00eas 2.<\/p>\n As contas a receber e a pagar continuam inalteradas, pois, no segundo m\u00eas, ocorrem os pagamentos e os recebimentos referentes ao primeiro m\u00eas \u2013 ambos com prazo de 30 dias \u2013, mas agora novos pagamentos e recebimentos ser\u00e3o gerados no m\u00eas 2 com o mesmo prazo. Como os valores da DRE se mant\u00eam os mesmos em ambos os per\u00edodos, as contas do ativo e do passivo permanecer\u00e3o iguais.<\/p>\n A NCG<\/strong> pode ser calculada neste exemplo como a diferen\u00e7a de ativos e passivos de um per\u00edodo para o outro. No primeiro m\u00eas, temos R$ 1.000,00 de ativo e R$ 500,00 de passivo, o que, somados, d\u00e1 um CG de R$ 500,00. No segundo m\u00eas, temos o mesmo capital de giro, pois os valores de ativo e de passivo s\u00e3o os mesmos. A diferen\u00e7a entre o primeiro exemplo e o segundo \u00e9 que, no primeiro exemplo, por se tratar do primeiro m\u00eas de opera\u00e7\u00e3o, o capital de giro passou de zero para R$ 500,00, gerando uma NCG de R$ 500,00. J\u00e1 no segundo m\u00eas, temos R$ 500,00 de CG no m\u00eas anterior contra R$ 500,00 no m\u00eas atual, gerando uma NCG igual a zero.<\/p>\nO capital de giro<\/strong> \u00e9 calculado a cada m\u00eas como a diferen\u00e7a entre ativos circulantes e passivos circulantes, enquanto a NCG<\/strong> \u00e9 o c\u00e1lculo da diferen\u00e7a entre os capitais de giros nos dois per\u00edodos.<\/p>\nNo fluxo de caixa, temos o fluxo de caixa operacional referente ao resultado do exerc\u00edcio, ou seja, resultado l\u00edquido no m\u00eas, que \u00e9 igual a R$ 500,00 e uma NCG igual a zero. Dessa forma, o fluxo de caixa total \u00e9 igual a R$ 500,00, o que aumenta o caixa da empresa de R$ 1.000,00 para R$ 1.500,00.<\/p>\n Exemplo 3 – Segundo m\u00eas sem vendas:<\/h3>\nAqui, vamos abordar um caso espec\u00edfico, em que n\u00e3o h\u00e1 vendas no segundo m\u00eas, para demonstrar o que acontece com o capital de giro neste contexto.<\/p>\n Se n\u00e3o houver vendas no segundo m\u00eas, tanto as vendas quanto o custo ser\u00e3o iguais a zero, gerando um resultado no per\u00edodo tamb\u00e9m igual a zero. No balan\u00e7o, as contas a receber e as contas a pagar tamb\u00e9m ser\u00e3o zeradas, pois o prazo de pagamento e de recebimento das vendas no m\u00eas 1 \u00e9 igual a 30 dias. Dessa forma, as receitas do m\u00eas 1 ser\u00e3o recebidas no m\u00eas 2 e os produtos comprados no m\u00eas 1 ser\u00e3o pagos tamb\u00e9m no m\u00eas 2. Como n\u00e3o temos vendas no m\u00eas 2, n\u00e3o temos mais pagamentos e recebimentos a serem feitos no futuro, zerando as contas a receber e a pagar.<\/p>\n Neste exemplo o CG no m\u00eas 2 ser\u00e1 igual a zero, pois o ativo e o passivo s\u00e3o iguais a zero. J\u00e1 a NCG ser\u00e1 igual a -R$ 500,00, pois passamos de um capital de giro igual a R$ 500,00 no m\u00eas 1, para um zerado no m\u00eas 2. Isso significa que a DRE, o balan\u00e7o e o fluxo de caixa ficar\u00e3o da seguinte forma:<\/p>\n \n\n\nDRE<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Receita<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 0,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Custo Mercadoria Vendida<\/td>\n | -500,00<\/td>\n | 0,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Resultado L\u00edquido<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 0,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nBalan\u00e7o<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\nAtivo<\/strong><\/td>\n2.000,00<\/strong><\/td>\n1.500,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Caixa<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| A Receber<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 0,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nPassivo<\/strong><\/td>\n500,00<\/strong><\/td>\n0,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| A Pagar<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 0,00<\/td>\n<\/tr>\n | \nPatrim\u00f4nio L\u00edquido<\/strong><\/td>\n1.500,00<\/strong><\/td>\n1.500,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Capital Social<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Lucros Acumulados<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nFluxo de Caixa<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Caixa Inicial<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| FC Operacional<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 0,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| NCG<\/td>\n | -500,00<\/td>\n | 500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Caixa Final<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n Podemos observar que, neste caso, foi gerada uma NCG negativa de R$ 500,00, pois h\u00e1 uma menor necessidade de capital investido na empresa, e, portanto, um efeito positivo no fluxo de caixa. Al\u00e9m disso, no balan\u00e7o, o patrim\u00f4nio l\u00edquido \u00e9 igual a R$ 1.500,00, que corresponde ao capital investido de R$ 1.000,00 no capital social, acrescido dos lucros do primeiro m\u00eas de R$ 500,00, resultando no valor de caixa de R$ 1.500,00.<\/p>\n Exemplo 4 \u2013 Segundo m\u00eas de opera\u00e7\u00e3o com aumento de volume:<\/h3>\nAgora, consideremos como exemplo um aumento nas vendas no segundo per\u00edodo. Supondo que a empresa tenha vendido 20 sapatos, em vez de 10, e mantido os mesmos pre\u00e7os de compra e venda, os resultados ser\u00e3o os seguintes:<\/p>\n \n\n\nDRE<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Receita<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 2.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Custo Mercadoria Vendida<\/td>\n | -500,00<\/td>\n | -1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Resultado L\u00edquido<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nBalan\u00e7o<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\nAtivo<\/strong><\/td>\n2.000,00<\/strong><\/td>\n3.500,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Caixa<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| A Receber<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 2.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nPassivo<\/strong><\/td>\n500,00<\/strong><\/td>\n1.000,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| A Pagar<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \nPatrim\u00f4nio L\u00edquido<\/strong><\/td>\n1.500,00<\/strong><\/td>\n2.500,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Capital Social<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Lucros Acumulados<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nFluxo de Caixa<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Caixa Inicial<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| FC Operacional<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| NCG<\/td>\n | -500,00<\/td>\n | -500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Caixa Final<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n Conforme observado neste exemplo, o resultado dobrou no segundo m\u00eas, totalizando R$ 1.000,00 de resultado l\u00edquido, enquanto a gera\u00e7\u00e3o de caixa no fluxo de caixa foi de apenas R$ 500,00. Da mesma forma como calculamos anteriormente, o CG no primeiro m\u00eas foi de R$ 500,00 (R$1.000,00 a receber \u2013 R$500,00 a pagar). J\u00e1 no segundo m\u00eas, o capital de giro aumentou para R$ 1.000,00 (R$2.000,00 a receber \u2013 R$1.000,00 a pagar).<\/p>\n As contas a receber passaram de R$ 1.000,00 para R$ 2.000,00 devido ao recebimento referente \u00e0s vendas do per\u00edodo anterior, no valor de R$ 1.000,00, com prazo de pagamento de 30 dias. Ao mesmo tempo, ainda n\u00e3o foram recebidas as vendas do segundo m\u00eas, no valor de R$ 2.000,00 e com o mesmo prazo de 30 dias, cujo pagamento ocorrer\u00e1 no m\u00eas 3.<\/p>\n J\u00e1 as contas a pagar aumentaram de R$ 500,00 para R$ 1.000,00 em decorr\u00eancia do pagamento das compras do per\u00edodo anterior, no valor de R$ 500,00, com prazo de 30 dias. Al\u00e9m disso, as compras do segundo m\u00eas, no valor de R$ 1.000,00 e com o mesmo prazo de pagamento, ainda n\u00e3o foram quitadas e s\u00f3 ser\u00e3o pagas no m\u00eas 3.<\/p>\n Resumindo, nos dois meses de opera\u00e7\u00e3o, a empresa obteve R$ 3.000,00 em vendas e R$ 1.500,00 em custo das mercadorias vendidas, gerando um resultado de R$ 1.500,00 em lucro. Os R$ 1.500,00 de lucro est\u00e3o refletidos no patrim\u00f4nio l\u00edquido em lucros acumulados, mas n\u00e3o foram refletidos no caixa, que passou de R$ 1.000,00 \u2013 referente ao capital social investido pelos s\u00f3cios na abertura da empresa \u2013 para R$ 1.500,00. Os outros R$ 1.000,00 permanecem retidos na empresa, representando a diferen\u00e7a entre as contas a receber (R$ 2.000,00) e as contas a pagar (R$ 1.000,00), resultando em um capital de giro de R$ 1.000,00. Outra forma de c\u00e1lculo seria somando os valores das NCGs dos dois per\u00edodos, que foram de R$ 500,00 em cada um, totalizando R$ 1.000,00.<\/p>\n Podemos concluir, portanto, que apesar de gerar R$ 1.500,00 de resultado em dois meses de opera\u00e7\u00e3o, apenas R$ 500,00 foram convertidos em caixa, pois o restante est\u00e1 retido na opera\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que temos as contas a receber e as contas a pagar no futuro. Dessa forma, \u00e0 medida que uma empresa cresce, suas contas de ativo e passivo aumentam, mas o capital acaba ficando congelado no balan\u00e7o da empresa.<\/p>\n Exemplo 5 \u2013 Impacto da infla\u00e7\u00e3o no capital de giro:<\/h3>\nA infla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m impacta o capital de giro. Levando isso em considera\u00e7\u00e3o, no exemplo abaixo, a quantidade de vendas no primeiro e no segundo m\u00eas ser\u00e1 a mesma. No entanto, para o segundo m\u00eas, ser\u00e1 aplicada uma infla\u00e7\u00e3o de 10% tanto no pre\u00e7o de venda quanto no custo das mercadorias, gerando o seguinte cen\u00e1rio:<\/p>\n \n\n\nDRE<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Receita<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.100,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Custo Mercadoria Vendida<\/td>\n | -500,00<\/td>\n | -550,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Resultado L\u00edquido<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 550,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nBalan\u00e7o<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\nAtivo<\/strong><\/td>\n2.000,00<\/strong><\/td>\n2.600,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Caixa<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| A Receber<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.100,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nPassivo<\/strong><\/td>\n500,00<\/strong><\/td>\n550,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| A Pagar<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 550,00<\/td>\n<\/tr>\n | \nPatrim\u00f4nio L\u00edquido<\/strong><\/td>\n1.500,00<\/strong><\/td>\n2.050,00<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Capital Social<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Lucros Acumulados<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 1.050,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nFluxo de Caixa<\/strong><\/td>\n1<\/strong><\/td>\n2<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Caixa Inicial<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| FC Operacional<\/td>\n | 500,00<\/td>\n | 550,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| NCG<\/td>\n | -500,00<\/td>\n | -50,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Caixa Final<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n | 1.500,00<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n Neste caso, apesar de termos as mesmas quantidades vendidas, tanto a receita quanto os custos aumentaram, alterando o ativo e o passivo no balan\u00e7o. As contas a receber foram de R$ 1.000,00 para R$ 1.100,00 \u2013 pois recebeu os R$ 1.000,00 referentes \u00e0 receita do m\u00eas anterior e n\u00e3o recebeu as vendas referentes ao m\u00eas 2 \u2013, enquanto as contas a pagar passaram de R$ 500,00 para R$ 550,00.<\/p>\n Isso significa que o CG aumentou de R$ 500,00 no primeiro m\u00eas (R$ 1.000,00 do ativo \u2013 R$ 500,00 do passivo) para R$ 550,00 (R$ 1.100,00 do ativo \u2013 R$ 550,00 do passivo). Al\u00e9m disso, a NCG foi de R$ 50,00, que \u00e9 a diferen\u00e7a entre o capital de giro do m\u00eas 2 e o do m\u00eas 1.<\/p>\n Exemplo 6 \u2013 Necessidade de capital de giro (NCG) negativa:<\/h3>\nH\u00e1 um caso espec\u00edfico em que o CG \u00e9 negativo e, consequentemente, a NCG tamb\u00e9m se torna negativa. Esse \u00e9 o perfil das empresas que chamamos de \u201cgeradoras de caixa\u201d. Para que isso aconte\u00e7a, geralmente a empresa precisa ter um prazo de recebimento menor do que o prazo de pagamento.<\/p>\n Seguindo o mesmo caso da loja de sapatos e mantendo as mesmas premissas utilizadas anteriormente, o exemplo abaixo ter\u00e1 uma \u00fanica diferen\u00e7a: o recebimento das vendas ser\u00e1 \u00e0 vista. Ou seja, o recebimento e a gera\u00e7\u00e3o do caixa pela venda ocorrem no mesmo m\u00eas em que ela \u00e9 realizada, enquanto o pagamento da mercadoria acontece 30 dias ap\u00f3s a sua venda. Teremos, neste caso, o seguinte cen\u00e1rio:<\/p>\n \n\n\nDRE<\/strong><\/td>\n <\/strong><\/td>\n<\/tr>\n\n| Receita<\/td>\n | 1.000,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Custo Mercadoria Vendida<\/td>\n | -500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| Resultado L\u00edquido<\/td>\n | 500,00<\/td>\n<\/tr>\n | \n| <\/td>\n | <\/td>\n<\/tr>\n | \nBalan\u00e7o<\/strong><\/td>\n | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | |